Denuncia Archives - Jornal AM Digital https://jornalamdigital.com/tag/denuncia-3/ Seu Jornal Digital! Wed, 05 Nov 2025 16:55:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://i0.wp.com/jornalamdigital.com/wp-content/uploads/2025/01/cropped-Icone-Jornal-AM-DIGITAL.png?fit=32%2C32&ssl=1 Denuncia Archives - Jornal AM Digital https://jornalamdigital.com/tag/denuncia-3/ 32 32 240476381 Madim desmente atraso salarial e critica divulgação de informações sem apuração prévia https://jornalamdigital.com/madim-desmente-atraso-salarial-e-critica-divulgacao-de-informacoes-sem-apuracao-previa/ Wed, 05 Nov 2025 16:55:23 +0000 https://jornalamdigital.com/?p=3873 A empresa Madim Diagnósticos Médicos, responsável pela prestação de serviços de saúde no Complexo Hospitalar Sul (CHS) e no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, negou as denúncias de atraso salarial divulgadas por um portal local e classificou o conteúdo como fake news. Em nota, a empresa afirmou que não houve qualquer contato prévio da […]

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A empresa Madim Diagnósticos Médicos, responsável pela prestação de serviços de saúde no Complexo Hospitalar Sul (CHS) e no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, negou as denúncias de atraso salarial divulgadas por um portal local e classificou o conteúdo como fake news.

Em nota, a empresa afirmou que não houve qualquer contato prévio da reportagem para a checagem dos fatos antes da publicação das informações.

Segundo a Madim, os pagamentos referentes ao mês de setembro foram efetuados normalmente, logo após o repasse realizado pela Organização Social (OS) AGIR que administra as unidades hospitalares. A empresa ressaltou que mantém todos os compromissos trabalhistas em dia, atuando com transparência e responsabilidade na execução de seus contratos.

A Madim também declarou repudiar a disseminação de informações falsas, especialmente em um momento de intensa circulação de boatos nas redes sociais, e reforçou seu compromisso com a ética, a verdade e a qualidade dos serviços prestados à população do Amazonas.

Para eventuais esclarecimentos, a empresa informou estar disponível pelo telefone (92) 99619-0660, e reafirmou que nunca se recusou a prestar informações aos veículos de comunicação.

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Prefeitura de Manaus acumula 22 anos de atraso em plano de drenagem e expõe cidade a riscos de tragédias https://jornalamdigital.com/prefeitura-de-manaus-acumula-22-anos-de-atraso-em-plano-de-drenagem-e-expoe-cidade-a-riscos-de-tragedias/ Mon, 20 Oct 2025 15:13:06 +0000 https://jornalamdigital.com/?p=3849 Manaus enfrenta mais uma temporada de fortes chuvas sem contar com um Plano Municipal de Drenagem, cuja criação está prevista desde 2002 no Plano Diretor da cidade. Após mais de duas décadas, seis prefeitos passaram pela administração municipal e o documento ainda não foi finalizado, apesar dos recorrentes episódios de alagamentos, deslizamentos e riscos à […]

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Manaus enfrenta mais uma temporada de fortes chuvas sem contar com um Plano Municipal de Drenagem, cuja criação está prevista desde 2002 no Plano Diretor da cidade. Após mais de duas décadas, seis prefeitos passaram pela administração municipal e o documento ainda não foi finalizado, apesar dos recorrentes episódios de alagamentos, deslizamentos e riscos à população.

O problema ganha ainda mais evidência neste mês, com a chegada antecipada do inverno amazônico. No dia 11 de outubro, o Centro de Manaus registrou ruas alagadas, carros parcialmente submersos e prejuízos ao comércio. As galerias históricas construídas por ingleses no século XIX já não suportam o volume de água.

O Plano de Saneamento e Drenagem está previsto na Lei nº 671 de 2002, que estabelecia prazo de dois anos para sua conclusão. Em junho de 2023, a gestão de David Almeida anunciou a elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico, com inclusão das diretrizes de drenagem urbana. A medida foi divulgada um mês após o Tribunal de Contas do Estado do Amazonas reconhecer a omissão da prefeitura e determinar a entrega do plano em até 180 dias. O prazo venceu no dia 7 de outubro de 2024 sem que o documento fosse apresentado.

A prefeitura não respondeu aos questionamentos sobre o andamento do plano. O documento é fundamental para orientar ações de enfrentamento às chuvas, aos igarapés que cortam a cidade, à ocupação do solo e aos períodos de cheia dos rios.

Segundo a administração municipal, o plano está sendo elaborado em parceria com a concessionária de água e esgoto, com apoio técnico da Finatec, por R$ 3 milhões e prazo de 12 meses. Manaus já possui um plano de saneamento de 2014, mas sem contemplar a drenagem urbana, que seria incorporada nesta nova versão.

Mesmo sem o plano definitivo, a Secretaria Municipal de Infraestrutura informa que realiza limpeza e desobstrução de bueiros e redes de drenagem com frequência. Entre 2021 e 2024, foram executados 45.330 metros de implantação e manutenção de tubulações, além de 46.314 serviços de limpeza de caixas coletoras. A secretaria aponta o descarte irregular de lixo como um dos principais desafios. Cerca de 2,6 toneladas de resíduos são retiradas diariamente das ruas e, quando arrastadas pela chuva para dentro das redes de drenagem, causam entupimentos e alagamentos.

Para a vice-presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Amazonas, Melissa Toledo, o problema da drenagem em Manaus é semelhante ao de outras grandes cidades, mas agravado pelas características locais, como os mais de mil igarapés que cortam o perímetro urbano e são usados como esgoto ou depósitos de lixo. Ela defende que a população também deve ser responsável pelas mudanças. Na visão dela, os sistemas de drenagem precisam ser pensados de forma integrada, alcançando o Centro e os bairros periféricos para evitar que o problema migre de uma região para outra.

Especialistas afirmam que as soluções para os alagamentos exigem planejamento de longo prazo. O geógrafo Marcos Castro, doutor em Geografia Humana, defende a ampliação das galerias pluviais, a criação de áreas verdes permeáveis que absorvam água da chuva e a adoção de modelos de infraestrutura sustentáveis utilizados em países asiáticos. Ele afirma que Manaus precisa de uma reforma urgente no sistema de drenagem e que esse processo deve alcançar também as zonas de expansão da cidade.

O geógrafo Rogério Marinho, doutor em Clima e Ambiente, explica que o fenômeno La Niña antecipou e intensificou as chuvas deste ano. Ele aponta que a combinação de chuvas fortes com rios ainda baixos favorece os alagamentos. Segundo ele, a alta impermeabilização do solo — resultado de áreas cobertas por concreto — aumenta o escoamento superficial e a concentração de água nos igarapés. Ele defende investimentos em infraestruturas verdes e azuis, como jardins de chuva e sistemas naturais de drenagem, e não apenas em obras de concreto.

Enquanto o plano de drenagem não é concluído, Manaus segue vulnerável. A cada nova chuva, a população revive o impacto da falta de planejamento urbano em uma cidade marcada por rios, igarapés e pela urgência de aprender a conviver com a força da água.

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Metástase da corrupção: esquema desvia milhões da saúde e aprofunda o caos no Amazonas https://jornalamdigital.com/metastase-da-corrupcao-esquema-desvia-milhoes-da-saude-e-aprofunda-o-caos-no-amazonas/ Thu, 16 Oct 2025 21:00:40 +0000 https://jornalamdigital.com/?p=3842 MANAUS — A ação do Ministério Público do Amazonas (MPAM), em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), revelou um sofisticado esquema de fraudes, superfaturamento e conluio entre empresários e servidores públicos, resultando no desvio de mais de R$ 1 milhão em recursos que deveriam ser destinados ao atendimento da população. Os contratos sob investigação […]

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MANAUS — A ação do Ministério Público do Amazonas (MPAM), em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), revelou um sofisticado esquema de fraudes, superfaturamento e conluio entre empresários e servidores públicos, resultando no desvio de mais de R$ 1 milhão em recursos que deveriam ser destinados ao atendimento da população.

Os contratos sob investigação envolvem unidades autônomas da rede pública de saúde e expõem a fragilidade dos mecanismos de controle e fiscalização. A cada nova operação, seja Sangria, Jogo Marcado ou agora Metástase, o sistema de saúde volta ao centro das críticas, mostrando um cenário de gestão precária e vulnerável a práticas ilícitas.

Saúde em colapso e falta de transparência

Nos últimos anos, o sistema público de saúde tem enfrentado um colapso silencioso: hospitais superlotados, maternidades sem insumos, pacientes aguardando por meses, exames e cirurgias. Enquanto isso, milhões de reais desaparecem em contratos suspeitos, frequentemente justificados por urgência ou autonomia administrativa. A Operação Metástase mostra que essa “autonomia” foi usada como cortina de fumaça para a corrupção e o favorecimento.

A tentativa de atribuir a responsabilidade a gestões passadas ou a servidores isolados já não convence a população, que sente na pele as consequências do descaso. A cada escândalo revelado, cresce a sensação de que a corrupção se tornou sistêmica e a impunidade, regra.

Reincidência e omissão

A repetição de esquemas semelhantes indica falta de vigilância e de comprometimento com a ética na administração pública. Mesmo após diversas operações anteriores, as falhas de controle interno permanecem e continuam permitindo o avanço de irregularidades. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) segue sendo o epicentro de escândalos e alvo de sucessivas investigações, um retrato da ausência de transparência e da negligência com os recursos públicos.

Enquanto as autoridades tentam minimizar o impacto das denúncias, a população paga o preço de um sistema que, ao longo dos anos, tratou a saúde como moeda de troca. A corrupção que assola os hospitais públicos vai além do desvio de verbas: destrói a confiança, corrói a moral e aprofunda o sofrimento de quem mais depende do serviço público.

Um sistema em crise permanente

O Amazonas vive um cenário de sucessivas crises, operações policiais e desconfiança generalizada. A Operação Metástase é mais um capítulo de um enredo marcado pela má gestão e pela falta de compromisso com o interesse coletivo.

Enquanto as investigações avançam, os cidadãos continuam à espera de algo que parece cada vez mais distante: uma administração verdadeiramente comprometida com a vida, a transparência e o bem público.

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Milhões na conta e alerta atrasados: a chuva que escancara a falha da gestão de David Almeida em Manaus https://jornalamdigital.com/milhoes-na-conta-e-alerta-atrasados-a-chuva-que-escancara-a-falha-da-gestao-de-david-almeida-em-manaus/ Tue, 14 Oct 2025 21:00:49 +0000 https://jornalamdigital.com/?p=3828 Enquanto a população enfrenta alagamentos e medo, o sistema de alerta da Defesa Civil, comandado pela gestão municipal, segue falhando, mesmo após contratos milionários. Mais uma vez, Manaus amanheceu sob o caos das chuvas intensas e da desorganização pública. A Defesa Civil emitiu apenas na tarde desta terça-feira (14) um alerta de chuva intensa e […]

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Enquanto a população enfrenta alagamentos e medo, o sistema de alerta da Defesa Civil, comandado pela gestão municipal, segue falhando, mesmo após contratos milionários.

Mais uma vez, Manaus amanheceu sob o caos das chuvas intensas e da desorganização pública. A Defesa Civil emitiu apenas na tarde desta terça-feira (14) um alerta de chuva intensa e risco de alagamentos para a capital e municípios da Região Metropolitana, um aviso tardio para quem já enfrentava ruas alagadas, enxurradas e prejuízos.

O alerta, válido até as 15h30, veio horas depois de as primeiras pancadas fortes atingirem diferentes zonas da cidade. Estações meteorológicas registraram volumes expressivos em bairros como União, com 38,6 mm de chuva, Puraquequara, com 29,4 mm, e Colônia Antônio Aleixo, com 27,5 mm. Enquanto isso, os órgãos públicos apenas recomendaram atenção e pediram que a população ligasse para os números de emergência, um discurso repetido que já não convence mais.

A ineficiência no sistema de alerta causa revolta quando se observa que a gestão de David Almeida vem gastando milhões de reais em contratos e projetos ligados à Defesa Civil e ao monitoramento climático. Mesmo com tanto investimento, os alerta continuam chegando atrasados, as sirenes seguem inoperantes em muitas áreas de risco e as enchentes continuam castigando as mesmas comunidades ano após ano.

Críticos afirmam que a prioridade da atual gestão parece estar mais voltada para contratos do que para resultados. Enquanto as chuvas expõem a falta de planejamento urbano e a fragilidade dos sistemas de drenagem, o prefeito segue se beneficiando politicamente da imagem de gestor presente, mas ausente nas soluções concretas.

Bairros inteiros sofrem com alagamentos recorrentes, e famílias veem suas casas tomadas pela água antes mesmo de qualquer aviso oficial. Em áreas como Jorge Teixeira, São José e Educandos, moradores relatam que não recebem nenhum tipo de alerta, dependendo apenas das redes sociais e da observação do céu.

A promessa de um sistema moderno de alerta, anunciada em gestões anteriores e reforçada por David Almeida, nunca saiu efetivamente do papel. O que resta é o improviso. Servidores tentam responder a emergências que poderiam ser evitadas com planejamento e tecnologia, ambas disponíveis, mas mal utilizadas.

Enquanto a Prefeitura tenta justificar o atraso dos alertas com explicações técnicas, a realidade é simples: Manaus sofre porque falta gestão, não porque falta aviso da natureza. Os temporais não são novidade, mas a repetição do descaso sim.

Em vez de respostas ágeis, o que se vê é uma administração que parece mais preocupada em faturar com contratos do que em proteger a população. A chuva passa, o alerta chega tarde e a indignação permanece.

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Justiça suspende licitação milionária do Detran-AM em meio a denúncias de favorecimento à ALS https://jornalamdigital.com/justica-suspende-licitacao-milionaria-do-detran-am-em-meio-a-denuncias-de-favorecimento-a-als/ Tue, 30 Sep 2025 17:39:30 +0000 https://jornalamdigital.com/?p=3772 Manaus, 25 de setembro de 2025 – A Justiça do Amazonas suspendeu liminarmente a licitação nº 144/2025 do Detran-AM, que previa contrato de R$ 88 milhões em cinco anos para fornecimento de 600 mil placas veiculares. Caso prorrogado, o montante poderia ultrapassar R$ 200 milhões, com estimativa de até 1,2 milhão de placas. A decisão […]

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Manaus, 25 de setembro de 2025 – A Justiça do Amazonas suspendeu liminarmente a licitação nº 144/2025 do Detran-AM, que previa contrato de R$ 88 milhões em cinco anos para fornecimento de 600 mil placas veiculares. Caso prorrogado, o montante poderia ultrapassar R$ 200 milhões, com estimativa de até 1,2 milhão de placas.

A decisão da 4ª Vara da Fazenda Pública apontou fortes indícios de fraude, direcionamento e descumprimento de exigências do edital pela empresa Innova Placas, declarada vencedora. Entre as irregularidades, constam inconsistências contábeis, ausência de comprovação de capital mínimo e fragilidade nos atestados de capacidade técnica.

O juiz Paulo Fernando de Britto Feitoza destacou que o contraste era gritante: enquanto o edital exigia produção em larga escala, a Innova teria fabricado pouco mais de 5 mil placas em toda sua trajetória no Rio Grande do Sul. “Em uma primeira vista, não resta reconhecida a capacidade técnica da empresa vencedora, o que evidencia a probabilidade do direito”, afirmou o magistrado ao determinar a suspensão imediata da adjudicação, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.

Suspeitas se repetem: o caso da ALS

A suspensão reacende um debate recorrente no Amazonas: o favorecimento à empresa ALS em processos licitatórios. Denúncias dão conta de que a companhia vem sendo privilegiada em certames conduzidos pela Comissão Setorial de Licitação (CSC), reduzindo a competitividade e prejudicando outras empresas do setor.

O Pregão nº 068/2025 é emblemático. O caso, que chegou ao Tribunal de Justiça por envolver secretários de Estado, expôs um modus operandi já conhecido: direcionamentos, manobras administrativas e fragilidades no processo de julgamento das propostas. Empresários afirmam que a prática virou regra, não exceção.

No dia 17 de julho de 2025, a ALS foi mantida na disputa mesmo após apresentar propostas com divergências graves entre valores unitários e globais, situação que deveria resultar em desclassificação imediata. Além disso, assinaturas eletrônicas inválidas, emitidas por terceiro, foram ignoradas pelo pregoeiro. A ata do processo mostra que as falhas foram relativizadas pelo CSC, o que evidencia tratamento desigual entre concorrentes.

Indícios de fraude estrutural

As denúncias apontam ainda que o verdadeiro dono da ALS seria o servidor público Francisco Keginaldo Porfírio da Silva, legalmente impedido de contratar com o Estado. Para driblar a lei, ele usaria o próprio filho como laranja, com apoio de aliados como André Scariot e o enfermeiro conhecido como “Andrezinho”. O grupo, segundo acusação formal, já é investigado pela Justiça Federal por participação em fraudes de grande escala.

Conivência e silêncio institucional

No centro das acusações está o presidente da CSC, Valter Siqueira Brito, apontado como articulador de um núcleo de pregoeiros de confiança, responsável por eliminar concorrentes incômodos e favorecer aliados. Até o momento, o CSC não explicou por que empresas com documentação irregular foram mantidas na disputa, enquanto outras foram sumariamente desclassificadas.

Mais grave que as manobras internas é o comportamento dos órgãos de controle. Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), Ministério Público de Contas (MPC-AM) e Controladoria-Geral do Estado (CGE-AM) permanecem inertes diante de denúncias robustas. O silêncio, diante de indícios tão claros, soa como conivência. Cada relatório engavetado e cada omissão reforçam a percepção de que o sistema de fiscalização no Amazonas não tem força nem independência para enfrentar o poder político e econômico que sustenta o esquema.

Um divisor de águas para a Justiça e para o Amazonas

O escândalo do Pregão nº 068/2025 e a suspensão da licitação nº 144/2025 expõem um mesmo problema: a corrupção sistêmica em contratos milionários do Estado, especialmente em áreas sensíveis como a saúde pública. Estima-se que R$ 300 milhões, que deveriam financiar atendimentos hospitalares e salvar vidas, estejam sob risco de serem desviados em esquemas de enriquecimento ilícito.

Enquanto hospitais seguem sucateados, pacientes morrem em filas de espera e a saúde pública colapsa, o Estado do Amazonas se vê novamente envolto em suspeitas de fraudes e direcionamentos.

A sociedade exige respostas. Cabe agora ao Ministério Público, à Polícia Federal e ao Judiciário demonstrar independência e coragem para romper o ciclo de impunidade. O desafio não é apenas suspender contratos suspeitos, mas desmontar uma engrenagem que há anos drena recursos públicos e condena a população à precariedade.

Seja no pregão nº 068, envolvendo a ALS, ou na licitação nº 144/2025, com a Innova Placas, o que se repete é o mesmo enredo: favorecimento, conivência e silêncio oficial. A diferença está em quem terá coragem de enfrentar o esquema e devolver ao povo do Amazonas a transparência que a Constituição garante, mas que, até aqui, tem sido sistematicamente negada.

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Homem atropela e espanca idoso até a morte na Zona Sul de Manaus https://jornalamdigital.com/homem-atropela-e-espanca-idoso-ate-a-morte-na-zona-sul-de-manaus/ Mon, 29 Sep 2025 14:13:57 +0000 https://jornalamdigital.com/?p=3764 Crime ocorreu neste domingo (28), no beco Ayrão, bairro Praça 14 de Janeiro. Suspeito foi preso em flagrante e a motivação ainda é investigada. Manaus, Um idoso de 61 anos morreu neste domingo (28) após ser atropelado e brutalmente agredido com um pedaço de madeira no beco Ayrão, bairro Praça 14 de Janeiro, Zona Sul […]

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Crime ocorreu neste domingo (28), no beco Ayrão, bairro Praça 14 de Janeiro. Suspeito foi preso em flagrante e a motivação ainda é investigada.

Manaus, Um idoso de 61 anos morreu neste domingo (28) após ser atropelado e brutalmente agredido com um pedaço de madeira no beco Ayrão, bairro Praça 14 de Janeiro, Zona Sul de Manaus. O suspeito foi preso em flagrante.

Segundo testemunhas, a vítima caminhava em direção a uma padaria quando foi atingida por um carro. Logo em seguida, o motorista desceu do veículo armado com um pedaço de pau e passou a agredir o idoso violentamente.

Durante a tentativa de fuga, o agressor foi contido e agredido por moradores da área, mas conseguiu escapar. Horas depois, ele se apresentou espontaneamente no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde foi autuado.

O idoso sofreu ferimentos graves na cabeça e chegou a ser socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sendo encaminhado a uma unidade de saúde. No entanto, não resistiu e morreu.

Conforme o laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML), a vítima sofreu edema cerebral, hemorragia craniana e traumatismo craniano, resultando em morte imediata após as agressões.

A motivação do crime ainda é desconhecida. O caso foi encaminhado para investigação da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que busca esclarecer as circunstâncias e o que teria levado o suspeito a cometer o assassinato.

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Prefeitura de Manaus repete vício de contratos e David Almeida sustenta empresa de entulho com R$ 42 milhões https://jornalamdigital.com/prefeitura-de-manaus-repete-vicio-de-contratos-e-david-almeida-sustenta-empresa-de-entulho-com-r-42-milhoes/ Thu, 11 Sep 2025 15:51:32 +0000 https://jornalamdigital.com/?p=3661 Manaus, A gestão do prefeito David Almeida transformou o contrato de limpeza de igarapés em um negócio sem fim, alimentado há mais de seis anos por aditivos milionários. O serviço, que deveria passar por nova licitação desde 2019, continua sendo entregue de bandeja à empresa Trairi Comércio de Derivados de Petróleo. Até junho deste ano, […]

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Manaus, A gestão do prefeito David Almeida transformou o contrato de limpeza de igarapés em um negócio sem fim, alimentado há mais de seis anos por aditivos milionários. O serviço, que deveria passar por nova licitação desde 2019, continua sendo entregue de bandeja à empresa Trairi Comércio de Derivados de Petróleo. Até junho deste ano, o contrato já estava em seu oitavo aditivo, no valor de R$ 10,1 milhões, com custo mensal de R$ 845 mil.

Com o fim do aditivo, David Almeida não inovou, não buscou transparência, tampouco respeitou o mínimo da lei. Simplesmente escorou-se em uma dispensa de licitação e renovou o contrato da Trairi por mais 12 meses, até setembro de 2026, pelo mesmo valor milionário. A desculpa usada pela Prefeitura foi a de “emergência”, como se seis anos de repetição de contratos fossem obra do acaso e não fruto da total falta de planejamento.

Desde janeiro de 2021, quando David assumiu a Prefeitura, até agosto de 2025, já foram R$ 42.676.907,21 pagos à Trairi, sempre sem concorrência, sempre sob o mesmo contrato arrastado e inflado. Em 2022, ano mais lucrativo para a empresa, a conta chegou a R$ 10,3 milhões. Um negócio que faz dos igarapés de Manaus não apenas valões de lixo, mas também fonte inesgotável de dinheiro público para os cofres privados da empresa.

O contrato, recheado de itens como empurradores, balsas, escavadeiras e até fornecimento de combustível, tem um detalhe revelador: a Trairi é justamente uma empresa do ramo de combustíveis. Não é preciso muito esforço para entender quem ganha e quem perde nessa equação. Manaus continua afogada em entulho, enquanto a empresa une o útil ao altamente lucrativo.

O termo de referência assinado pela gestão municipal chega a beirar o cinismo. A Prefeitura justifica a contratação emergencial como indispensável para não comprometer a saúde pública e a preservação ambiental. No entanto, a verdadeira emergência parece ser a de manter a Trairi como beneficiária eterna dos cofres públicos, num ciclo de aditivos que virou rotina.

Com David Almeida, a regra é clara: licitação virou exceção, e contrato milionário virou privilégio de poucos. Manaus segue atolada em lixo, enquanto o prefeito repete as velhas práticas de quem trata o erário como se fosse propriedade privada.

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Champanhe no Caribe, milhões no Sou Manaus e zero prioridade para a saúde https://jornalamdigital.com/champanhe-no-caribe-milhoes-no-sou-manaus-e-zero-prioridade-para-a-saude/ Wed, 10 Sep 2025 20:52:12 +0000 https://jornalamdigital.com/?p=3657 Enquanto Manaus sofre com a falta de insumos básicos nos postos de saúde, o prefeito David Almeida (Avante) não economiza quando o assunto é festa e autopromoção. Prova disso está nas redes sociais: a primeira-dama, Izabelle Fontenelle, aparece em um palco no Caribe, cercada por garrafas de champanhe francês avaliadas em cerca de R$ 32 […]

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Enquanto Manaus sofre com a falta de insumos básicos nos postos de saúde, o prefeito David Almeida (Avante) não economiza quando o assunto é festa e autopromoção. Prova disso está nas redes sociais: a primeira-dama, Izabelle Fontenelle, aparece em um palco no Caribe, cercada por garrafas de champanhe francês avaliadas em cerca de R$ 32 mil cada, estourando garrafas como se fosse cena de novela de luxo.

Essa ostentação combina perfeitamente com os gastos exacerbados no festival Sou Manaus, que já consumiu centenas de milhões de reais dos cofres públicos para bancar shows, estruturas gigantescas e contratos questionáveis. O evento virou vitrine política, enquanto hospitais e unidades básicas vivem um verdadeiro caos: falta remédio, falta médico, falta respeito.

O contraste é brutal. O mesmo prefeito que despeja milhões em entretenimento e posa como gestor moderno, veta um projeto simples, humano e necessário: o PL 400/2023, de autoria do vereador Raiff Matos (PL), que criaria o Programa de Segurança Alimentar para Pessoas com Diabetes Mellitus. A iniciativa garantiria cestas básicas diferenciadas, com alimentos adequados para famílias em situação de vulnerabilidade.

David Almeida não apenas vetou, como ainda mobilizou sua base para enterrar a proposta no plenário da Câmara. Ou seja: o mesmo governo que abre os cofres para bancar artistas nacionais e shows de luz e som, fecha a porta na cara de quem luta contra o diabetes e depende de políticas públicas para sobreviver.

O vereador Raiff Matos resumiu bem a situação:

“A prefeitura de Manaus e os vereadores da base do prefeito viraram as costas para você que é diabético ou que conhece alguém que precisa de cuidados especiais. Nosso projeto foi rejeitado por decisão política, e não técnica.”

Enquanto isso, a saúde pública continua invisível. Doenças crônicas, como a diabetes, seguem sem atenção especial. Filas enormes se acumulam nos postos, pessoas aguardam meses por consultas e a população se vira como pode. Mas para o Sou Manaus, dinheiro nunca falta.

O Veto nº 8/2025, oficializado pela Mensagem nº 58/2025, encerrou a tramitação do PL 400/2023, deixando um recado claro: para David Almeida, festa importa mais que saúde.

No fim das contas, o retrato da gestão é cristalino: champanhe francês no Caribe, milhões em shows de autopromoção e descaso absoluto com a vida real dos manauaras. Enquanto o prefeito dança ao som de holofotes, famílias vulneráveis continuam à margem, sem apoio e sem esperança.

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Raiff Matos lamenta veto do prefeito David Almeida que mantém famílias diabéticas sem apoio em Manaus https://jornalamdigital.com/raiff-matos-lamenta-veto-do-prefeito-david-almeida-que-mantem-familias-diabeticas-sem-apoio-em-manaus/ Wed, 10 Sep 2025 18:53:12 +0000 https://jornalamdigital.com/?p=3652 Manaus deixará de contar com uma cesta básica diferenciada para famílias que têm membros diabéticos em situação de vulnerabilidade social. Isso porque o prefeito David Almeida vetou totalmente o Projeto de Lei 400/2023, de autoria do vereador Raiff Matos (PL), e contou com o apoio da maioria dos vereadores da base governista para manter  sua […]

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Manaus deixará de contar com uma cesta básica diferenciada para famílias que têm membros diabéticos em situação de vulnerabilidade social. Isso porque o prefeito David Almeida vetou totalmente o Projeto de Lei 400/2023, de autoria do vereador Raiff Matos (PL), e contou com o apoio da maioria dos vereadores da base governista para manter  sua decisão contrária à proposta no plenário da Câmara Municipal de Manaus. A decisão do plenário de manter o veto total ocorreu na sessão desta quarta-feira. 

O vereador Raiff Matos criticou duramente a postura do prefeito David Almeida e da base governista. “A prefeitura de Manaus e os vereadores da base do prefeito viraram as costas para você que é diabético ou que conhece alguém que precisa de cuidados especiais na alimentação. Nosso projeto recebeu veto total e, mesmo derrubado na CCJR, o plenário manteve por decisão política, e não técnica”, afirmou.

O PL previa a criação do Programa de Segurança Alimentar para Pessoas com Diabetes Mellitus, que garantiria produtos adequados na cesta básica de famílias em situação de vulnerabilidade. A proposta foi aprovada em comissões técnicas, chegou a ter o veto derrubado na Comissão de Constituição, Justiça e Redação, mas acabou rejeitada pelo plenário em votação política.

O vereador Raiff Matos destacou que a decisão representa a perda de uma política pública essencial para famílias em vulnerabilidade. “É um absurdo. Manaus deixa de ter uma lei que poderia garantir segurança alimentar para quem convive com o diabetes. Infelizmente, a prefeitura e os vereadores da base resolveram fazer política em vez de pensar na população. Quem perde é o povo”, reforçou Matos.

O Veto nº 8/2025, relativo ao PL 400/2023, foi oficializado pela Mensagem nº 58/2025 do Executivo Municipal e encerra a tramitação da proposta que poderia ter sido um marco na atenção social às famílias diabéticas em Manaus. “Mas vou continuar lutando pelas famílias. Perdemos uma batalha, mas, mesmo com dor, seguimos buscando melhor qualidade de vida para as famílias de Manaus”, afirmou o vereador. 

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Com dinheiro do povo, Roberto Cidade transforma praça em vitrine eleitoral para lançar a dinastia da família https://jornalamdigital.com/com-dinheiro-do-povo-roberto-cidade-transforma-praca-em-vitrine-eleitoral-para-lancar-a-dinastia-da-familia/ Tue, 09 Sep 2025 14:08:46 +0000 https://jornalamdigital.com/?p=3633 O deputado estadual Roberto Cidade, presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), continua tratando o dinheiro público como moeda eleitoral da família. Em Manicoré, interior do estado, uma praça bancada com suas emendas parlamentares foi menos um espaço de lazer para a população e mais um palco improvisado para coroar o pai, Robertão Cidade, como […]

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O deputado estadual Roberto Cidade, presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), continua tratando o dinheiro público como moeda eleitoral da família. Em Manicoré, interior do estado, uma praça bancada com suas emendas parlamentares foi menos um espaço de lazer para a população e mais um palco improvisado para coroar o pai, Robertão Cidade, como novo aspirante ao poder. Sem ocupar qualquer cargo, Robertão foi apresentado como liderança política, em mais um espetáculo de nepotismo explícito travestido de inauguração.

A encenação não foi gratuita. Robertão já articula sua candidatura a deputado estadual em 2026, enquanto o filho prepara terreno para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. A praça virou apenas um detalhe em meio ao enredo já batido da política local: a transformação de obras públicas em trampolins eleitorais para perpetuar sobrenomes, como se cargos fossem herança de família.

A estratégia da família Cidade é clara. Alternância entre pai e filho para manter poder, com apoio de emendas e recursos do contribuinte. Uma prática arcaica que lembra os velhos currais eleitorais do interior, onde famílias inteiras se revezam em cargos eletivos, blindadas pela falta de fiscalização e pela complacência de quem deveria cobrar responsabilidade.

A Praça da Bandeira, que poderia ser símbolo de investimento coletivo, virou palco de promoção pessoal. Um espaço que deveria servir ao povo foi sequestrado para alimentar a vaidade política de um clã que se comporta como dono do Estado.

Não é a primeira vez que Roberto Cidade escancara sua falta de sensibilidade política. As imagens de sua viagem à Grécia, consumindo carne folheada a ouro, viralizaram como retrato da ostentação de quem vive em bolha, alheio à realidade de milhares de amazonenses que enfrentam dificuldades básicas. A mesma arrogância se repetiu no concurso da ALE-AM. Apesar da importância do certame, o edital lançado por sua gestão ignorou a lei que garante a reserva de 30% das vagas para candidatos negros, desrespeitando a legislação e invisibilizando populações que representam a alma do Amazonas.

Roberto Cidade e seu pai são o retrato de uma política decadente, que transforma obras públicas em vitrines eleitorais, recursos do contribuinte em cabos eleitorais e o Estado em propriedade privada. Não se trata apenas de um erro político, mas de uma afronta ao princípio republicano: o poder não pertence a famílias, mas ao povo.

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