Homem é preso por matar empresário e confessa que recebeu R$ 3 mil para cometer o crime

Polícia

Enderson Nunes Pereira foi preso nessa quarta-feira (2), suspeito de matar o empresário Anderson Carlos de Oliveira Teles, 29, em 5 novembro de 2024, no bairro Educandos, na zona sul.

“Ele estava na frente do seu açougue quando o atirador se aproximou na frente de todo mundo, sem qualquer capuz, sem qualquer disfarce e efetuou diversos disparos que levaram a morte daquela vítima ainda no local. Inclusive com o risco de lesionar pessoas inocentes, transeuntes que estavam ali naquele momento, pois tratava-se de uma rua muito movimentada. Ele não se intimidou”, afirma o delegado Ricardo Cunha.

O motivo do crime teria sido uma dívida alta que Anderson tinha com um suposto agiota, identificado como Josiel Felipe Gomes, 25. Segundo a polícia, Enderson confessou que recebeu R$ 3 mil de Josiel para matar o Anderson.

“Enderson é um pistoleiro, ele foi pago pelo Josiel, o valor de R$ 3.000 para retirar a vida de Anderson por conta dessa vítima não honrar ali os seus compromissos. A gente sabe que esses contratos de agiotagem são juros absurdos, você não consegue honrar muitas das vezes. Ele foi ameaçado diversas vezes pelo Josiel. Ele comenta isso com seus familiares, mas infelizmente a gente não sabe o valor dessa dívida. Já adianto que nós não sabemos, mas supomos aí que era bem acima de R$ 100 mil”, diz o delegado Ricardo Cunha.

Enderson Nunes – Foto: Jander Robson/Portal do Holanda

Josiel foi preso em 13 de março deste ano, dentro do condomínio onde morava no bairro Lago Azul. Enderson revelou que foi Josiel mesmo quem o levou até o açougue no dia do crime, em seu próprio carro. A polícia não chegou a divulgar a prisão para não prejudicar o processo de localização e captura de Enderson, que ainda estava foragido.

No mesmo dia da prisão de Josiel, a polícia também prendeu Diego Barbosa Lopes, 36 , na Av. Autaz Mirim, no bairro São José, na zona leste. Diego também teria participado do crime dando cobertura a Enderson. Ele estava nas proximidades do açougue para vigiar e avisar sobre o momento da chegada da polícia ao local.

Os presos foram indiciados por homicídio qualificado e associação criminosa. Todos eles passarão por Audiência de Custódia e permanecerão à disposição da Justiça.

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