Denúncia Archives - Jornal AM Digital https://jornalamdigital.com/category/denuncia/ Seu Jornal Digital! Mon, 09 Feb 2026 17:58:20 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://i0.wp.com/jornalamdigital.com/wp-content/uploads/2025/01/cropped-Icone-Jornal-AM-DIGITAL.png?fit=32%2C32&ssl=1 Denúncia Archives - Jornal AM Digital https://jornalamdigital.com/category/denuncia/ 32 32 240476381 Lixão de Iranduba avança, contamina igarapé e exige ação urgente, constata DPE-AM https://jornalamdigital.com/lixao-de-iranduba-avanca-contamina-igarape-e-exige-acao-urgente-constata-dpe-am/ https://jornalamdigital.com/lixao-de-iranduba-avanca-contamina-igarape-e-exige-acao-urgente-constata-dpe-am/#respond Mon, 09 Feb 2026 17:58:15 +0000 https://jornalamdigital.com/?p=4082 A inspeção técnica realizada, nesta sexta-feira (6), no lixão a céu aberto de Iranduba, localizado no Ramal do Creuza, confirmou o agravamento expressivo da degradação ambiental, a contaminação de curso d’água e a inviabilidade técnica de implantação de aterro sanitário no local. A vistoria conduzida pela Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), com participação […]

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A inspeção técnica realizada, nesta sexta-feira (6), no lixão a céu aberto de Iranduba, localizado no Ramal do Creuza, confirmou o agravamento expressivo da degradação ambiental, a contaminação de curso d’água e a inviabilidade técnica de implantação de aterro sanitário no local. A vistoria conduzida pela Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), com participação do Ministério Público do Trabalho (MPT-AM/RR), Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), é resultado direto da mobilização de moradores de comunidades rurais da cidade.

No dia 28 de janeiro, a DPE-AM, em Manaus, recebeu mais de 100 manifestantes de Iranduba que denunciaram a piora acelerada do lixão, após promessas não cumpridas pelo prefeito Augusto Ferraz (União Brasil). Desde 2023, audiências públicas, recomendações e visitas técnicas apontavam riscos ao meio ambiente, à saúde pública e ao lençol freático.

A nova vistoria confirma que, sem medidas concretas, o lixão continua operando de forma ilegal há décadas, aprofundando danos à natureza e causando problemas sociais. A DPE-AM está dependendo agora dos pareceres técnicos do Ipaam e da Sema para definir as providências cabíveis, que podem incluir ações judiciais emergenciais contra o município.

E mesmo sob chuva, a equipe da DPE-AM utilizou um drone para mapear a área degradada, nesta sexta-feira. Segundo o defensor público Carlos Almeida Filho, titular da Defensoria Pública Especializada em Interesses Coletivos (DPEIC), o lixão ocupa hoje uma extensão do terreno significativamente maior do que a identificada na última inspeção, realizada há três anos. 

A vistoria técnica também constatou o assoreamento total de um igarapé atingido pelo avanço dos resíduos. “O igarapé que a gente tinha visto em 2023 já se encontra completamente assoreado, a água está completamente verde”, disse Almeida, indicando evidências de contaminação ambiental no Ramal do Creuza e entorno.

Providências urgentes

De acordo com o defensor, a DPE-AM irá consolidar os dados levantados em um relatório técnico de engenharia, que subsidiará a definição das próximas medidas. “Com base nesse relatório, vamos saber se as providências serão emergenciais e judiciais ou administrativas. Mas uma coisa é fato: a situação do lixão é realmente complicada e exige providência urgente”, afirmou.

Carlos Almeida também foi categórico ao rebater a narrativa divulgada pela Prefeitura de Iranduba sobre a suposta implantação de um aterro sanitário público no local. Conforme o defensor, não existe viabilidade técnica e nem lógica em instalar esse tipo de empreendimento na área atualmente degradada. 

“O aterro pressupõe proteção do lençol freático. Isso significaria remover toda essa massa de lixo, o que é absolutamente inviável. Qualquer aterro sanitário precisa ser planejado para outro local”, declarou.

A avaliação reforça informações esclarecidas pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb), no dia 30 de janeiro, de que os R$ 5 milhões da Caixa Econômica anunciados pela prefeitura não se destinam à construção de um aterro sanitário. A verba federal é para a execução do Projeto de Recuperação de Área Degradada (PRAD) onde funciona o lixão, o que desmente a propaganda institucional da gestão municipal.

Inclusão dos catadores

Durante a inspeção, o Ministério Público do Trabalho dialogou com catadores de resíduos que atuam no lixão. O procurador Rafael Feres de Souza Hanna destacou que a atuação do MPT está focada na proteção das condições de trabalho e na inclusão socioeconômica da categoria, historicamente marginalizada.

“É uma categoria que tem muita dificuldade de informação, que é muito relegada. É muito vista sob um viés assistencialista. O MPT trabalha na profissionalização dessa categoria e na intermediação com os outros órgãos para que os catadores possam finalmente serem contratados e remunerados pelo serviço mesmo da catação e não somente pela venda do produto da catação, que é a realidade atual [em Iranduba], explicou.

O procurador lembrou que o município descumpre a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que determinou o fechamento dos lixões e a implantação da coleta seletiva, cujos prazos estão amplamente ultrapassados. O MPT aguardará o relatório ambiental da DPE-AM para avaliar a celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o município, prevendo medidas progressivas de inclusão dos catadores, fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e estrutura adequada de trabalho.

Demanda por apoio técnico

A defensora pública do município de Iranduba, Camila Campos, ressaltou que a inspeção confirmou a complexidade do problema e a necessidade de aprofundamento técnico. “A questão ambiental não pode ser deixada de lado. Precisamos de uma análise mais detalhada da engenharia e de todos os envolvidos para definir as medidas necessárias para salvaguardar o meio ambiente”, afirmou.

Segundo Campos, a DPE-AM está em fase inicial de levantamento técnico, articulando uma atuação conjunta com órgãos ambientais e de controle, alinhada às demandas apresentadas pela população e por lideranças comunitárias.

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Metástase da corrupção: esquema desvia milhões da saúde e aprofunda o caos no Amazonas https://jornalamdigital.com/metastase-da-corrupcao-esquema-desvia-milhoes-da-saude-e-aprofunda-o-caos-no-amazonas/ Thu, 16 Oct 2025 21:00:40 +0000 https://jornalamdigital.com/?p=3842 MANAUS — A ação do Ministério Público do Amazonas (MPAM), em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), revelou um sofisticado esquema de fraudes, superfaturamento e conluio entre empresários e servidores públicos, resultando no desvio de mais de R$ 1 milhão em recursos que deveriam ser destinados ao atendimento da população. Os contratos sob investigação […]

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MANAUS — A ação do Ministério Público do Amazonas (MPAM), em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), revelou um sofisticado esquema de fraudes, superfaturamento e conluio entre empresários e servidores públicos, resultando no desvio de mais de R$ 1 milhão em recursos que deveriam ser destinados ao atendimento da população.

Os contratos sob investigação envolvem unidades autônomas da rede pública de saúde e expõem a fragilidade dos mecanismos de controle e fiscalização. A cada nova operação, seja Sangria, Jogo Marcado ou agora Metástase, o sistema de saúde volta ao centro das críticas, mostrando um cenário de gestão precária e vulnerável a práticas ilícitas.

Saúde em colapso e falta de transparência

Nos últimos anos, o sistema público de saúde tem enfrentado um colapso silencioso: hospitais superlotados, maternidades sem insumos, pacientes aguardando por meses, exames e cirurgias. Enquanto isso, milhões de reais desaparecem em contratos suspeitos, frequentemente justificados por urgência ou autonomia administrativa. A Operação Metástase mostra que essa “autonomia” foi usada como cortina de fumaça para a corrupção e o favorecimento.

A tentativa de atribuir a responsabilidade a gestões passadas ou a servidores isolados já não convence a população, que sente na pele as consequências do descaso. A cada escândalo revelado, cresce a sensação de que a corrupção se tornou sistêmica e a impunidade, regra.

Reincidência e omissão

A repetição de esquemas semelhantes indica falta de vigilância e de comprometimento com a ética na administração pública. Mesmo após diversas operações anteriores, as falhas de controle interno permanecem e continuam permitindo o avanço de irregularidades. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) segue sendo o epicentro de escândalos e alvo de sucessivas investigações, um retrato da ausência de transparência e da negligência com os recursos públicos.

Enquanto as autoridades tentam minimizar o impacto das denúncias, a população paga o preço de um sistema que, ao longo dos anos, tratou a saúde como moeda de troca. A corrupção que assola os hospitais públicos vai além do desvio de verbas: destrói a confiança, corrói a moral e aprofunda o sofrimento de quem mais depende do serviço público.

Um sistema em crise permanente

O Amazonas vive um cenário de sucessivas crises, operações policiais e desconfiança generalizada. A Operação Metástase é mais um capítulo de um enredo marcado pela má gestão e pela falta de compromisso com o interesse coletivo.

Enquanto as investigações avançam, os cidadãos continuam à espera de algo que parece cada vez mais distante: uma administração verdadeiramente comprometida com a vida, a transparência e o bem público.

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Milhões na conta e alerta atrasados: a chuva que escancara a falha da gestão de David Almeida em Manaus https://jornalamdigital.com/milhoes-na-conta-e-alerta-atrasados-a-chuva-que-escancara-a-falha-da-gestao-de-david-almeida-em-manaus/ Tue, 14 Oct 2025 21:00:49 +0000 https://jornalamdigital.com/?p=3828 Enquanto a população enfrenta alagamentos e medo, o sistema de alerta da Defesa Civil, comandado pela gestão municipal, segue falhando, mesmo após contratos milionários. Mais uma vez, Manaus amanheceu sob o caos das chuvas intensas e da desorganização pública. A Defesa Civil emitiu apenas na tarde desta terça-feira (14) um alerta de chuva intensa e […]

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Enquanto a população enfrenta alagamentos e medo, o sistema de alerta da Defesa Civil, comandado pela gestão municipal, segue falhando, mesmo após contratos milionários.

Mais uma vez, Manaus amanheceu sob o caos das chuvas intensas e da desorganização pública. A Defesa Civil emitiu apenas na tarde desta terça-feira (14) um alerta de chuva intensa e risco de alagamentos para a capital e municípios da Região Metropolitana, um aviso tardio para quem já enfrentava ruas alagadas, enxurradas e prejuízos.

O alerta, válido até as 15h30, veio horas depois de as primeiras pancadas fortes atingirem diferentes zonas da cidade. Estações meteorológicas registraram volumes expressivos em bairros como União, com 38,6 mm de chuva, Puraquequara, com 29,4 mm, e Colônia Antônio Aleixo, com 27,5 mm. Enquanto isso, os órgãos públicos apenas recomendaram atenção e pediram que a população ligasse para os números de emergência, um discurso repetido que já não convence mais.

A ineficiência no sistema de alerta causa revolta quando se observa que a gestão de David Almeida vem gastando milhões de reais em contratos e projetos ligados à Defesa Civil e ao monitoramento climático. Mesmo com tanto investimento, os alerta continuam chegando atrasados, as sirenes seguem inoperantes em muitas áreas de risco e as enchentes continuam castigando as mesmas comunidades ano após ano.

Críticos afirmam que a prioridade da atual gestão parece estar mais voltada para contratos do que para resultados. Enquanto as chuvas expõem a falta de planejamento urbano e a fragilidade dos sistemas de drenagem, o prefeito segue se beneficiando politicamente da imagem de gestor presente, mas ausente nas soluções concretas.

Bairros inteiros sofrem com alagamentos recorrentes, e famílias veem suas casas tomadas pela água antes mesmo de qualquer aviso oficial. Em áreas como Jorge Teixeira, São José e Educandos, moradores relatam que não recebem nenhum tipo de alerta, dependendo apenas das redes sociais e da observação do céu.

A promessa de um sistema moderno de alerta, anunciada em gestões anteriores e reforçada por David Almeida, nunca saiu efetivamente do papel. O que resta é o improviso. Servidores tentam responder a emergências que poderiam ser evitadas com planejamento e tecnologia, ambas disponíveis, mas mal utilizadas.

Enquanto a Prefeitura tenta justificar o atraso dos alertas com explicações técnicas, a realidade é simples: Manaus sofre porque falta gestão, não porque falta aviso da natureza. Os temporais não são novidade, mas a repetição do descaso sim.

Em vez de respostas ágeis, o que se vê é uma administração que parece mais preocupada em faturar com contratos do que em proteger a população. A chuva passa, o alerta chega tarde e a indignação permanece.

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Justiça suspende licitação milionária do Detran-AM em meio a denúncias de favorecimento à ALS https://jornalamdigital.com/justica-suspende-licitacao-milionaria-do-detran-am-em-meio-a-denuncias-de-favorecimento-a-als/ Tue, 30 Sep 2025 17:39:30 +0000 https://jornalamdigital.com/?p=3772 Manaus, 25 de setembro de 2025 – A Justiça do Amazonas suspendeu liminarmente a licitação nº 144/2025 do Detran-AM, que previa contrato de R$ 88 milhões em cinco anos para fornecimento de 600 mil placas veiculares. Caso prorrogado, o montante poderia ultrapassar R$ 200 milhões, com estimativa de até 1,2 milhão de placas. A decisão […]

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Manaus, 25 de setembro de 2025 – A Justiça do Amazonas suspendeu liminarmente a licitação nº 144/2025 do Detran-AM, que previa contrato de R$ 88 milhões em cinco anos para fornecimento de 600 mil placas veiculares. Caso prorrogado, o montante poderia ultrapassar R$ 200 milhões, com estimativa de até 1,2 milhão de placas.

A decisão da 4ª Vara da Fazenda Pública apontou fortes indícios de fraude, direcionamento e descumprimento de exigências do edital pela empresa Innova Placas, declarada vencedora. Entre as irregularidades, constam inconsistências contábeis, ausência de comprovação de capital mínimo e fragilidade nos atestados de capacidade técnica.

O juiz Paulo Fernando de Britto Feitoza destacou que o contraste era gritante: enquanto o edital exigia produção em larga escala, a Innova teria fabricado pouco mais de 5 mil placas em toda sua trajetória no Rio Grande do Sul. “Em uma primeira vista, não resta reconhecida a capacidade técnica da empresa vencedora, o que evidencia a probabilidade do direito”, afirmou o magistrado ao determinar a suspensão imediata da adjudicação, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.

Suspeitas se repetem: o caso da ALS

A suspensão reacende um debate recorrente no Amazonas: o favorecimento à empresa ALS em processos licitatórios. Denúncias dão conta de que a companhia vem sendo privilegiada em certames conduzidos pela Comissão Setorial de Licitação (CSC), reduzindo a competitividade e prejudicando outras empresas do setor.

O Pregão nº 068/2025 é emblemático. O caso, que chegou ao Tribunal de Justiça por envolver secretários de Estado, expôs um modus operandi já conhecido: direcionamentos, manobras administrativas e fragilidades no processo de julgamento das propostas. Empresários afirmam que a prática virou regra, não exceção.

No dia 17 de julho de 2025, a ALS foi mantida na disputa mesmo após apresentar propostas com divergências graves entre valores unitários e globais, situação que deveria resultar em desclassificação imediata. Além disso, assinaturas eletrônicas inválidas, emitidas por terceiro, foram ignoradas pelo pregoeiro. A ata do processo mostra que as falhas foram relativizadas pelo CSC, o que evidencia tratamento desigual entre concorrentes.

Indícios de fraude estrutural

As denúncias apontam ainda que o verdadeiro dono da ALS seria o servidor público Francisco Keginaldo Porfírio da Silva, legalmente impedido de contratar com o Estado. Para driblar a lei, ele usaria o próprio filho como laranja, com apoio de aliados como André Scariot e o enfermeiro conhecido como “Andrezinho”. O grupo, segundo acusação formal, já é investigado pela Justiça Federal por participação em fraudes de grande escala.

Conivência e silêncio institucional

No centro das acusações está o presidente da CSC, Valter Siqueira Brito, apontado como articulador de um núcleo de pregoeiros de confiança, responsável por eliminar concorrentes incômodos e favorecer aliados. Até o momento, o CSC não explicou por que empresas com documentação irregular foram mantidas na disputa, enquanto outras foram sumariamente desclassificadas.

Mais grave que as manobras internas é o comportamento dos órgãos de controle. Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), Ministério Público de Contas (MPC-AM) e Controladoria-Geral do Estado (CGE-AM) permanecem inertes diante de denúncias robustas. O silêncio, diante de indícios tão claros, soa como conivência. Cada relatório engavetado e cada omissão reforçam a percepção de que o sistema de fiscalização no Amazonas não tem força nem independência para enfrentar o poder político e econômico que sustenta o esquema.

Um divisor de águas para a Justiça e para o Amazonas

O escândalo do Pregão nº 068/2025 e a suspensão da licitação nº 144/2025 expõem um mesmo problema: a corrupção sistêmica em contratos milionários do Estado, especialmente em áreas sensíveis como a saúde pública. Estima-se que R$ 300 milhões, que deveriam financiar atendimentos hospitalares e salvar vidas, estejam sob risco de serem desviados em esquemas de enriquecimento ilícito.

Enquanto hospitais seguem sucateados, pacientes morrem em filas de espera e a saúde pública colapsa, o Estado do Amazonas se vê novamente envolto em suspeitas de fraudes e direcionamentos.

A sociedade exige respostas. Cabe agora ao Ministério Público, à Polícia Federal e ao Judiciário demonstrar independência e coragem para romper o ciclo de impunidade. O desafio não é apenas suspender contratos suspeitos, mas desmontar uma engrenagem que há anos drena recursos públicos e condena a população à precariedade.

Seja no pregão nº 068, envolvendo a ALS, ou na licitação nº 144/2025, com a Innova Placas, o que se repete é o mesmo enredo: favorecimento, conivência e silêncio oficial. A diferença está em quem terá coragem de enfrentar o esquema e devolver ao povo do Amazonas a transparência que a Constituição garante, mas que, até aqui, tem sido sistematicamente negada.

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Prefeitura de Manaus repete vício de contratos e David Almeida sustenta empresa de entulho com R$ 42 milhões https://jornalamdigital.com/prefeitura-de-manaus-repete-vicio-de-contratos-e-david-almeida-sustenta-empresa-de-entulho-com-r-42-milhoes/ Thu, 11 Sep 2025 15:51:32 +0000 https://jornalamdigital.com/?p=3661 Manaus, A gestão do prefeito David Almeida transformou o contrato de limpeza de igarapés em um negócio sem fim, alimentado há mais de seis anos por aditivos milionários. O serviço, que deveria passar por nova licitação desde 2019, continua sendo entregue de bandeja à empresa Trairi Comércio de Derivados de Petróleo. Até junho deste ano, […]

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Manaus, A gestão do prefeito David Almeida transformou o contrato de limpeza de igarapés em um negócio sem fim, alimentado há mais de seis anos por aditivos milionários. O serviço, que deveria passar por nova licitação desde 2019, continua sendo entregue de bandeja à empresa Trairi Comércio de Derivados de Petróleo. Até junho deste ano, o contrato já estava em seu oitavo aditivo, no valor de R$ 10,1 milhões, com custo mensal de R$ 845 mil.

Com o fim do aditivo, David Almeida não inovou, não buscou transparência, tampouco respeitou o mínimo da lei. Simplesmente escorou-se em uma dispensa de licitação e renovou o contrato da Trairi por mais 12 meses, até setembro de 2026, pelo mesmo valor milionário. A desculpa usada pela Prefeitura foi a de “emergência”, como se seis anos de repetição de contratos fossem obra do acaso e não fruto da total falta de planejamento.

Desde janeiro de 2021, quando David assumiu a Prefeitura, até agosto de 2025, já foram R$ 42.676.907,21 pagos à Trairi, sempre sem concorrência, sempre sob o mesmo contrato arrastado e inflado. Em 2022, ano mais lucrativo para a empresa, a conta chegou a R$ 10,3 milhões. Um negócio que faz dos igarapés de Manaus não apenas valões de lixo, mas também fonte inesgotável de dinheiro público para os cofres privados da empresa.

O contrato, recheado de itens como empurradores, balsas, escavadeiras e até fornecimento de combustível, tem um detalhe revelador: a Trairi é justamente uma empresa do ramo de combustíveis. Não é preciso muito esforço para entender quem ganha e quem perde nessa equação. Manaus continua afogada em entulho, enquanto a empresa une o útil ao altamente lucrativo.

O termo de referência assinado pela gestão municipal chega a beirar o cinismo. A Prefeitura justifica a contratação emergencial como indispensável para não comprometer a saúde pública e a preservação ambiental. No entanto, a verdadeira emergência parece ser a de manter a Trairi como beneficiária eterna dos cofres públicos, num ciclo de aditivos que virou rotina.

Com David Almeida, a regra é clara: licitação virou exceção, e contrato milionário virou privilégio de poucos. Manaus segue atolada em lixo, enquanto o prefeito repete as velhas práticas de quem trata o erário como se fosse propriedade privada.

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Champanhe no Caribe, milhões no Sou Manaus e zero prioridade para a saúde https://jornalamdigital.com/champanhe-no-caribe-milhoes-no-sou-manaus-e-zero-prioridade-para-a-saude/ Wed, 10 Sep 2025 20:52:12 +0000 https://jornalamdigital.com/?p=3657 Enquanto Manaus sofre com a falta de insumos básicos nos postos de saúde, o prefeito David Almeida (Avante) não economiza quando o assunto é festa e autopromoção. Prova disso está nas redes sociais: a primeira-dama, Izabelle Fontenelle, aparece em um palco no Caribe, cercada por garrafas de champanhe francês avaliadas em cerca de R$ 32 […]

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Enquanto Manaus sofre com a falta de insumos básicos nos postos de saúde, o prefeito David Almeida (Avante) não economiza quando o assunto é festa e autopromoção. Prova disso está nas redes sociais: a primeira-dama, Izabelle Fontenelle, aparece em um palco no Caribe, cercada por garrafas de champanhe francês avaliadas em cerca de R$ 32 mil cada, estourando garrafas como se fosse cena de novela de luxo.

Essa ostentação combina perfeitamente com os gastos exacerbados no festival Sou Manaus, que já consumiu centenas de milhões de reais dos cofres públicos para bancar shows, estruturas gigantescas e contratos questionáveis. O evento virou vitrine política, enquanto hospitais e unidades básicas vivem um verdadeiro caos: falta remédio, falta médico, falta respeito.

O contraste é brutal. O mesmo prefeito que despeja milhões em entretenimento e posa como gestor moderno, veta um projeto simples, humano e necessário: o PL 400/2023, de autoria do vereador Raiff Matos (PL), que criaria o Programa de Segurança Alimentar para Pessoas com Diabetes Mellitus. A iniciativa garantiria cestas básicas diferenciadas, com alimentos adequados para famílias em situação de vulnerabilidade.

David Almeida não apenas vetou, como ainda mobilizou sua base para enterrar a proposta no plenário da Câmara. Ou seja: o mesmo governo que abre os cofres para bancar artistas nacionais e shows de luz e som, fecha a porta na cara de quem luta contra o diabetes e depende de políticas públicas para sobreviver.

O vereador Raiff Matos resumiu bem a situação:

“A prefeitura de Manaus e os vereadores da base do prefeito viraram as costas para você que é diabético ou que conhece alguém que precisa de cuidados especiais. Nosso projeto foi rejeitado por decisão política, e não técnica.”

Enquanto isso, a saúde pública continua invisível. Doenças crônicas, como a diabetes, seguem sem atenção especial. Filas enormes se acumulam nos postos, pessoas aguardam meses por consultas e a população se vira como pode. Mas para o Sou Manaus, dinheiro nunca falta.

O Veto nº 8/2025, oficializado pela Mensagem nº 58/2025, encerrou a tramitação do PL 400/2023, deixando um recado claro: para David Almeida, festa importa mais que saúde.

No fim das contas, o retrato da gestão é cristalino: champanhe francês no Caribe, milhões em shows de autopromoção e descaso absoluto com a vida real dos manauaras. Enquanto o prefeito dança ao som de holofotes, famílias vulneráveis continuam à margem, sem apoio e sem esperança.

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Raiff Matos lamenta veto do prefeito David Almeida que mantém famílias diabéticas sem apoio em Manaus https://jornalamdigital.com/raiff-matos-lamenta-veto-do-prefeito-david-almeida-que-mantem-familias-diabeticas-sem-apoio-em-manaus/ Wed, 10 Sep 2025 18:53:12 +0000 https://jornalamdigital.com/?p=3652 Manaus deixará de contar com uma cesta básica diferenciada para famílias que têm membros diabéticos em situação de vulnerabilidade social. Isso porque o prefeito David Almeida vetou totalmente o Projeto de Lei 400/2023, de autoria do vereador Raiff Matos (PL), e contou com o apoio da maioria dos vereadores da base governista para manter  sua […]

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Manaus deixará de contar com uma cesta básica diferenciada para famílias que têm membros diabéticos em situação de vulnerabilidade social. Isso porque o prefeito David Almeida vetou totalmente o Projeto de Lei 400/2023, de autoria do vereador Raiff Matos (PL), e contou com o apoio da maioria dos vereadores da base governista para manter  sua decisão contrária à proposta no plenário da Câmara Municipal de Manaus. A decisão do plenário de manter o veto total ocorreu na sessão desta quarta-feira. 

O vereador Raiff Matos criticou duramente a postura do prefeito David Almeida e da base governista. “A prefeitura de Manaus e os vereadores da base do prefeito viraram as costas para você que é diabético ou que conhece alguém que precisa de cuidados especiais na alimentação. Nosso projeto recebeu veto total e, mesmo derrubado na CCJR, o plenário manteve por decisão política, e não técnica”, afirmou.

O PL previa a criação do Programa de Segurança Alimentar para Pessoas com Diabetes Mellitus, que garantiria produtos adequados na cesta básica de famílias em situação de vulnerabilidade. A proposta foi aprovada em comissões técnicas, chegou a ter o veto derrubado na Comissão de Constituição, Justiça e Redação, mas acabou rejeitada pelo plenário em votação política.

O vereador Raiff Matos destacou que a decisão representa a perda de uma política pública essencial para famílias em vulnerabilidade. “É um absurdo. Manaus deixa de ter uma lei que poderia garantir segurança alimentar para quem convive com o diabetes. Infelizmente, a prefeitura e os vereadores da base resolveram fazer política em vez de pensar na população. Quem perde é o povo”, reforçou Matos.

O Veto nº 8/2025, relativo ao PL 400/2023, foi oficializado pela Mensagem nº 58/2025 do Executivo Municipal e encerra a tramitação da proposta que poderia ter sido um marco na atenção social às famílias diabéticas em Manaus. “Mas vou continuar lutando pelas famílias. Perdemos uma batalha, mas, mesmo com dor, seguimos buscando melhor qualidade de vida para as famílias de Manaus”, afirmou o vereador. 

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Com dinheiro do povo, Roberto Cidade transforma praça em vitrine eleitoral para lançar a dinastia da família https://jornalamdigital.com/com-dinheiro-do-povo-roberto-cidade-transforma-praca-em-vitrine-eleitoral-para-lancar-a-dinastia-da-familia/ Tue, 09 Sep 2025 14:08:46 +0000 https://jornalamdigital.com/?p=3633 O deputado estadual Roberto Cidade, presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), continua tratando o dinheiro público como moeda eleitoral da família. Em Manicoré, interior do estado, uma praça bancada com suas emendas parlamentares foi menos um espaço de lazer para a população e mais um palco improvisado para coroar o pai, Robertão Cidade, como […]

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O deputado estadual Roberto Cidade, presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), continua tratando o dinheiro público como moeda eleitoral da família. Em Manicoré, interior do estado, uma praça bancada com suas emendas parlamentares foi menos um espaço de lazer para a população e mais um palco improvisado para coroar o pai, Robertão Cidade, como novo aspirante ao poder. Sem ocupar qualquer cargo, Robertão foi apresentado como liderança política, em mais um espetáculo de nepotismo explícito travestido de inauguração.

A encenação não foi gratuita. Robertão já articula sua candidatura a deputado estadual em 2026, enquanto o filho prepara terreno para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. A praça virou apenas um detalhe em meio ao enredo já batido da política local: a transformação de obras públicas em trampolins eleitorais para perpetuar sobrenomes, como se cargos fossem herança de família.

A estratégia da família Cidade é clara. Alternância entre pai e filho para manter poder, com apoio de emendas e recursos do contribuinte. Uma prática arcaica que lembra os velhos currais eleitorais do interior, onde famílias inteiras se revezam em cargos eletivos, blindadas pela falta de fiscalização e pela complacência de quem deveria cobrar responsabilidade.

A Praça da Bandeira, que poderia ser símbolo de investimento coletivo, virou palco de promoção pessoal. Um espaço que deveria servir ao povo foi sequestrado para alimentar a vaidade política de um clã que se comporta como dono do Estado.

Não é a primeira vez que Roberto Cidade escancara sua falta de sensibilidade política. As imagens de sua viagem à Grécia, consumindo carne folheada a ouro, viralizaram como retrato da ostentação de quem vive em bolha, alheio à realidade de milhares de amazonenses que enfrentam dificuldades básicas. A mesma arrogância se repetiu no concurso da ALE-AM. Apesar da importância do certame, o edital lançado por sua gestão ignorou a lei que garante a reserva de 30% das vagas para candidatos negros, desrespeitando a legislação e invisibilizando populações que representam a alma do Amazonas.

Roberto Cidade e seu pai são o retrato de uma política decadente, que transforma obras públicas em vitrines eleitorais, recursos do contribuinte em cabos eleitorais e o Estado em propriedade privada. Não se trata apenas de um erro político, mas de uma afronta ao princípio republicano: o poder não pertence a famílias, mas ao povo.

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A irresponsabilidade criminosa de Lourivaldo Rodrigues de Souza: 43 famílias do estado do Amazonas tiveram o sonho da maternidade transformado em pesadelo https://jornalamdigital.com/a-irresponsabilidade-criminosa-de-lourivaldo-rodrigues-de-souza-43-familias-do-estado-do-amazonas-tiveram-o-sonho-da-maternidade-transformado-em-pesadelo-3/ Thu, 04 Sep 2025 13:52:34 +0000 https://jornalamdigital.com/?p=3610 O Amazonas se vê diante de um escândalo que deveria chocar não apenas a medicina, mas toda a sociedade. Em vez de oferecer cuidado e esperança, o médico Lourivaldo Rodrigues de Souza, da clínica de Fertilização La Vitta, Medicina Reprodutiva, tem acumulado denúncias por uma prática covarde e perigosa: a superdosagem deliberada de medicamentos em mulheres em […]

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O Amazonas se vê diante de um escândalo que deveria chocar não apenas a medicina, mas toda a sociedade. Em vez de oferecer cuidado e esperança, o médico Lourivaldo Rodrigues de Souza, da clínica de Fertilização La Vitta, Medicina Reprodutiva, tem acumulado denúncias por uma prática covarde e perigosa: a superdosagem deliberada de medicamentos em mulheres em busca da maternidade.

Trata-se de um comportamento que ultrapassa a fronteira do erro médico. É negligência somada à ganância, um verdadeiro atentado contra a saúde e a dignidade de pacientes que confiam suas vidas a alguém que deveria zelar por elas. O remédio Dostinex, prescrito em doses acima do limite seguro, não trouxe esperança, mas sintomas de tromboses, falhas renais, riscos cardíacos e traumas físicos e psicológicos.

A crueldade se revela em relato de uma paciente que contou para nossa redação que após gastar até R$ 40 mil em tratamentos, saem da clínica não com um filho nos braços, mas com a saúde devastada e a confiança destruída. Muitas precisam buscar ajuda em outros estados, longe da sombra de um médico que deveria estar impedido de exercer a profissão há muito tempo.

E como se não bastasse, Lourivaldo Rodrigues responde a 43 processos, número que por si só deveria ser suficiente para afastá-lo da prática médica. Mas, de forma inacreditável, continua atendendo normalmente, como se fosse apenas mais um “profissional da saúde” e não um acumulador de denúncias e frustrações.

A omissão do Conselho Regional de Medicina do Amazonas é cúmplice desse espetáculo de horrores.
Permitir que um médico com esse histórico continue a tratar pacientes é fechar os olhos para a realidade e compactuar com a destruição de sonhos e a deterioração da saúde de mulheres vulneráveis.

Não se trata de “surpresa”, como ironicamente afirmou Lourivaldo em resposta às acusações. Surpresa é como alguém com tantas manchas na carreira ainda se apresenta como médico de confiança. Surpresa é como famílias continuam sendo atraídas para uma clínica que coleciona queixas e processos. Surpresa é como a impunidade insiste em blindar quem deveria responder por seus atos.

A verdade é dura e inescapável: Lourivaldo Rodrigues de Souza não representa a medicina, representa a falência dela. Sua conduta não é apenas um erro, é um crime travestido de tratamento médico. Enquanto a justiça não agir, novos sonhos continuarão sendo destruídos na clínica de fertilização La Vitta, e a saúde de mulheres continuará sendo tratada como laboratório de experimentos fracassados.

A reportagem tentou contato com o médico Lourival Rodrigues e com a clínica La Vitta. Em resposta, o médico afirmou:

“Até o momento tenho essa notícia como surpresa. Desconheço a veracidade da notícia e a denúncia. Vou contactar com advogado para saber a fonte e a verdade sobre a matéria. Estou pronto para responder a questão, uma vez que desconheço essas informações.”

A clínica, por sua vez, não se manifestou até o fechamento desta matéria.

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A irresponsabilidade criminosa de Lourivaldo Rodrigues de Souza: 43 famílias do estado do Amazonas tiveram o sonho da maternidade transformado em pesadelo https://jornalamdigital.com/a-irresponsabilidade-criminosa-de-lourivaldo-rodrigues-de-souza-43-familias-do-estado-do-amazonas-tiveram-o-sonho-da-maternidade-transformado-em-pesadelo-2/ Mon, 01 Sep 2025 16:16:29 +0000 https://jornalamdigital.com/?p=3592 O Amazonas se vê diante de um escândalo que deveria chocar não apenas a medicina, mas toda a sociedade. Em vez de oferecer cuidado e esperança, o médico Lourivaldo Rodrigues de Souza, da clínica de Fertilização La Vitta, Medicina Reprodutiva, tem acumulado denúncias por uma prática covarde e perigosa: a superdosagem deliberada de medicamentos em mulheres em […]

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O Amazonas se vê diante de um escândalo que deveria chocar não apenas a medicina, mas toda a sociedade. Em vez de oferecer cuidado e esperança, o médico Lourivaldo Rodrigues de Souza, da clínica de Fertilização La Vitta, Medicina Reprodutiva, tem acumulado denúncias por uma prática covarde e perigosa: a superdosagem deliberada de medicamentos em mulheres em busca da maternidade.

Trata-se de um comportamento que ultrapassa a fronteira do erro médico. É negligência somada à ganância, um verdadeiro atentado contra a saúde e a dignidade de pacientes que confiam suas vidas a alguém que deveria zelar por elas. O remédio Dostinex, prescrito em doses acima do limite seguro, não trouxe esperança, mas sintomas de tromboses, falhas renais, riscos cardíacos e traumas físicos e psicológicos.

A crueldade se revela em relato de uma paciente que contou para nossa redação que após gastar até R$ 40 mil em tratamentos, saem da clínica não com um filho nos braços, mas com a saúde devastada e a confiança destruída. Muitas precisam buscar ajuda em outros estados, longe da sombra de um médico que deveria estar impedido de exercer a profissão há muito tempo.

E como se não bastasse, Lourivaldo Rodrigues responde a 43 processos, número que por si só deveria ser suficiente para afastá-lo da prática médica. Mas, de forma inacreditável, continua atendendo normalmente, como se fosse apenas mais um “profissional da saúde” e não um acumulador de denúncias e frustrações.

A omissão do Conselho Regional de Medicina do Amazonas é cúmplice desse espetáculo de horrores.
Permitir que um médico com esse histórico continue a tratar pacientes é fechar os olhos para a realidade e compactuar com a destruição de sonhos e a deterioração da saúde de mulheres vulneráveis.

Não se trata de “surpresa”, como ironicamente afirmou Lourivaldo em resposta às acusações. Surpresa é como alguém com tantas manchas na carreira ainda se apresenta como médico de confiança. Surpresa é como famílias continuam sendo atraídas para uma clínica que coleciona queixas e processos. Surpresa é como a impunidade insiste em blindar quem deveria responder por seus atos.

A verdade é dura e inescapável: Lourivaldo Rodrigues de Souza não representa a medicina, representa a falência dela. Sua conduta não é apenas um erro, é um crime travestido de tratamento médico. Enquanto a justiça não agir, novos sonhos continuarão sendo destruídos na clínica de fertilização La Vitta, e a saúde de mulheres continuará sendo tratada como laboratório de experimentos fracassados.

A reportagem tentou contato com o médico Lourival Rodrigues e com a clínica La Vitta. Em resposta, o médico afirmou:

“Até o momento tenho essa notícia como surpresa. Desconheço a veracidade da notícia e a denúncia. Vou contactar com advogado para saber a fonte e a verdade sobre a matéria. Estou pronto para responder a questão, uma vez que desconheço essas informações.”

A clínica, por sua vez, não se manifestou até o fechamento desta matéria.

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