Apagão no bairro Compensa deixa moradores e comerciantes sem energia por mais de 12 horas

Amazonas

Transformador queimado interrompe fornecimento de eletricidade na Rua Eduardo Prado; prejuízos e desconforto se acumulam durante a madrugada

MANAUS-AM | Moradores e comerciantes da Compensa, na zona oeste de Manaus, enfrentaram um apagão que já ultrapassa 12 horas, desde as 11h da manhã desta segunda-feira (10). A falta de energia atingiu principalmente a antiga Rua Prosperidade, hoje Rua Eduardo Prado, deixando famílias, crianças, idosos e comerciantes sem eletricidade e sem refrigeração durante toda a madrugada.

De acordo com relatos da comunidade, equipes da concessionária Amazonas Energia estiveram no local, mas as primeiras tentativas de reparo não solucionaram o problema. O transformador responsável pela energia na região havia explodido duas vezes, e a empresa informou que a substituição completa só seria realizada no dia seguinte.

“Não dá para dormir, o calor é insuportável, e minhas crianças tiveram que ir para a casa dos tios. Tenho pressão alta, e ninguém consegue descansar assim”, afirmou uma moradora afetada pelo apagão.

O prejuízo também atinge os comerciantes da região. Um vendedor de sorvetes contou que quatro caixas de produtos derreteram por falta de refrigeração, totalizando um prejuízo de aproximadamente R$ 350. “A gente paga caro pela energia, mas quando acontece algo assim, ficamos no prejuízo”, disse o comerciante.

Durante a noite, equipes da Amazonas Energia chegaram ao local com um novo transformador e iniciaram a substituição ainda durante a madrugada, surpreendendo a comunidade que esperava a resolução apenas para o dia seguinte.

A reportagem do Site Imediato acompanhou a movimentação e o isolamento de um trecho da rua para permitir o trabalho seguro da concessionária. Moradores expressaram alívio, mas também críticas à demora da empresa em agir diante de uma situação de emergência. “O prejuízo é intenso. As crianças, os idosos, os doentes, todos ficaram sem energia. Uma empresa desse porte precisa ter equipamentos reservas para situações assim”, declarou um morador.