Homem compareceu espontaneamente à delegacia após ser acusado por corretora de imóveis de assalto e espancamento
O motorista de aplicativo Ismael Gomes da Silva foi, na manhã desta segunda-feira (15), ao 3º Distrito Integrado de Polícia (DIP) para apresentar sua versão sobre as acusações feitas pela corretora de imóveis Márcia Santos, que o acusou de tê-la assaltado e agredido fisicamente na madrugada de domingo (14).
Ismael chegou à delegacia de cabeça erguida, acompanhado de advogados. Ele prestou esclarecimentos e, ao deixar o local, falou com a imprensa, negou as acusações e afirmou ter provas robustas que demonstram que as denúncias são falsas.
O motorista relatou que foi acionado para transportar Márcia naquela noite e se dirigiu ao local indicado, a casa noturna Caritó, no conjunto Morada do Sol. Segundo ele, aguardou a passageira por aproximadamente seis minutos, mas ela não apareceu.
“Esperei por quase seis minutos porque ela já havia pago a corrida, mas não apareceu. Então aceitei outra corrida, saindo do bar Caranguejo, no bairro Eldorado”, afirmou. Ainda de acordo com Ismael, na manhã de domingo ele foi informado de que sua imagem estava circulando nas redes sociais e em matérias de portais de notícias, associando-o a um suposto assalto e agressão contra uma mulher.
Conforme o motorista, no próprio domingo ele procurou a Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), onde Márcia havia registrado um boletim de ocorrência sobre o caso.
“Eu não fui intimado pela polícia. Vim espontaneamente porque sou inocente e quero esclarecer tudo, já que estou recebendo ameaças”, declarou.
No domingo, a imagem do motorista foi divulgada nas redes sociais de Márcia a do suposto agressor.
De acordo com o depoimento da mulher, ela estava com amigos no Caritó, no conjunto Morada do Sol, já na madrugada, quando solicitou um carro por aplicativo ao sair do local.
Ainda segundo Márcia, no meio do trajeto ela teria sido dominada e violentamente espancada no rosto. O motorista teria tomado seu celular, exigido a senha, pedido dinheiro e feito ameaças de morte.
Ela relatou ainda que, em determinado momento, um motociclista teria passado pelo local, a quem ela pediu socorro, fazendo com que o agressor fugisse. Em seguida, ela chamou outro motorista de aplicativo, que a levou até uma delegacia. Com o rosto marcado pelas agressões, a corretora denunciou o caso nas redes sociais.
